09/2021 - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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11 títulos e uma amizade sincera

Dias ao Volante
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Sebastian Vettel, alemão, e Lewis Hamilton, inglês, quatro títulos na Fórmula-1 do primeiro, sete, do segundo, desenvolveram a coisa mais difícil nos tempos modernos da principal categoria do automobilismo: a amizade! Na Segunda Guerra Mundial, Alemanha e Inglaterra foram os maiores inimigos. Mas Vettel nada tem a ver com o antissemitismo do maior criminoso da história da Humanidade, Adolf Hitler, por ter nascido muito depois do Holocausto da Segunda Guerra e por nada ter a ver com a Alemanha nazista do assassino do bigode ridículo, que na verdade era até austríaco. Hamilton também nada tem a ver com a Inglaterra então comandada por Winston Churchill.
Intensos rivais nas pistas nas temporadas de 2017 e 2018, Vettel e Hamilton encerraram qualquer animosidade fora dos circuitos no caloroso cumprimento do alemão para o inglês no penta conquistado por Lewis por antecipação no GP do México de 2018. O respeito e a amizade nascidos entre os dois grandes campeões, desde então, é a melhor coisa surgida na F-1 nos tempos atuais.
Não tenho o menor constrangimento de dizer que sempre torci pelos dois, apesar de minha completa isenção ao fazer a cobertura da F-1. E para enterrar de vez qualquer vínculo dos dois pilotos com suas pátrias de 1939 a 1945, Vettel corre pela equipe inglesa da Aston Martin, enquanto Hamilton acumula título sobre título na alemã Mercedes, ambos tendo o motor alemão em seus carros. Só para completar, foi Vettel o primeiro membro da F-1 a abraçar incondicionalmente a batalha mundial contra o racismo comandada por Hamilton a partir de 2020. Reverência aos dois grandes campeões! E que sirva de exemplo para todo o mundo!



O Bolão depois de Sochi

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Nada menos que oito vencedores (Daniel Cardoso, Luiz Herrera, Gabriel Dias, Natanael Felipe Rhoden, Ismael Reichert, Mauro, Maurício Dias e o nosso Professor Mário Gayer do Amaral) acompanharam o centagésimo conquistador Lewis Hamilton no GP da Rússia. Com isso, o Gabriel manteve a ponta no nosso Bolão. A próxima parada é daqui a duas semanas no Istambul Park, na Turquia, e sua já lendária Curva 8.

Rússia:
1) Daniel Cardoso - 45 pontos
1) Luiz Herrera - 45 pontos
1) Gabriel Dias - 45 pontos
1) Natanael Felipe Rhoden - 45 pontos
1) Ismael Reichert - 45 pontos
1) Mauro - 45 pontos
1) Maurício Dias - 45 pontos
1) Mário Gayer do Amaral (Professor) - 45 pontos
9) Francisco Cavalin - 30 pontos
9) Daniel Dias - 30 pontos
9) André Borges - 30 pontos

Total:
1) Gabriel Dias - 720 pontos
2) André Borges - 665 pontos
3) Natanael Felipe Rhoden - 620 pontos
4) Luiz Herrera - 600 pontos
5) Francisco Cavalin - 585 pontos
6) Mauro - 575 pontos
7) Mário Gayer do Amaral (Professor) - 545 pontos
8) Ismael Reichert - 475 pontos
9) Maurício Dias - 445 pontos
10) Pedro Henrique - 420 pontos
11) Daniel Dias - 415 pontos
12) Daniel Cardoso - 375 pontos
13) Eduardo Saraiva - 265 pontos
14) Marcelo Pereira - 165 pontos



100 vezes Hamilton

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Em uma prova completamente imprevisível durante todo o tempo, foi justamente o tempo que ajudou Lewis Hamilton a chegar a sua centésima vitória na Fórmula-1, neste domingo, em Sochi, na Rússia. A chuva que caiu nas cinco voltas finais da décima quinta etapa do Mundial ajudou também Max Verstappen, que largou da última posição e completou a prova em segundo. Lando Norris foi o grande prejudicado pela chuva. Partindo da pole position, o jovem e grande piloto inglês recuperou a primeira posição perdida no início da corrida para Carlos Sainz Jr. (o terceiro no final) e comandou quase toda a prova.
Depois das paradas de box para troca de pneus, Hamilton partiu à caça do conterrâneo Norris, ambos com motor Mercedes, invicta na pista russa. Embora o heptacampeão e agora líder novamente da temporada (dois pontos à frente de Verstappen) tenha dito depois da corrida que não conseguiria superar Norris com pista seca, o final do GP da Rússia teria certamente uma grande disputa entre os dois pilotos ingleses, ambos formados pela Escola McLaren.
Norris apostou em ficar na pista molhada com pneus slicks, enquanto os demais rivais diretos foram para o box para colocar pneus intermediários. E Norris agiu certo, mesmo tendo caído para sétimo, pois um grande piloto tem de arriscar mesmo. Infelizmente, desta vez, Norris perdeu a aposta. Um dos momentos mais bonitos do GP das Rússia foi o carinhoso cumprimento dos dois pilotos ingleses após a bandeirada, enquanto Hamilton começava a dar sua entrevista pela vitória.
O dia 26 de setembro de 2021 ficará eternizado na memória da F-1. Jamais se pensou que um piloto pudesse chegar à vitória de número 100. Sir Lewis Carl Davidson Hamilton, aos 36 anos, conseguiu isso! Parabéns, grande campeão!

Resultado da Corrida:
1) L. Hamilton - Mercedes - 1h30min41s001
2) M. Verstappen - Red Bull - a 53s271
3) C. Sainz Jr - Ferrari - a 1min02s475

4) D. Ricciardo - McLaren - a 1min05s607
5) V. Bottas - Mercedes - a 1min07s533
6) F. Alonso - Alpine - a 1min21s321
7) L. Norris - McLaren - a 1min27s224
8) K. Raikkonen - Alfa Romeo - a 1min28s955
9) S. Perez - Red Bull - a 1min30s076
10) G. Russell - Williams - a 1min40s551

11) L. Stroll - Aston Martin - a 1min46s198
12) S. Vettel - Aston Martin - a uma volta
13) P. Gasly - Alph Tauri - a uma volta
14) E. Ocon - Alpine - a uma volta
15) C. Leclerc - Ferrari - a uma volta
16) A. Giovinazzi - Alfa Romeo - a uma volta
17) Y. Tsunoda - Alpha Tauri - a uma volta
18) N. Mazepin - Haas - a duas voltas

19) N. Latifi - Williams - não completou
20) M. Schumacher - Haas - não completou

Melhor Volta - L. Norris - McLaren - 1min37s423

Mundial de Pilotos 2021:
1) L. Hamilton - Mercedes - 246,5 pontos
2) M. Verstappen - Red Bull - 244,5 pontos
3) V. Bottas - Mercedes - 151 pontos
4) L. Norris - McLaren - 139 pontos
5) S. Perez - Red Bull - 120 pontos
6) C. Sainz Jr - Ferrari - 112,5 pontos
7) C. Leclerc - Ferrari - 104 pontos
8) D. Ricciardo - McLaren - 95 pontos
9) P. Gasly - Alpha Tauri - 66 pontos
10) F. Alonso - Alpine - 58 pontos
11) E. Ocon - Alpine - 45 pontos
12) S. Vettel - Aston Martin - 35 pontos
13) L. Stroll - Aston Martin - 24 pontos
14) Y. Tsunoda - Alpha Tauri - 18 pontos
15) G. Russell - Williams - 16 pontos
16) N. Latifi - Williams - 7 pontos
17) K. Raikkonen - Alfa Romeo - 6 pontos
18) A. Giovinazzi - Alfa Romeo - 1 ponto
19) M. Schumacher - Haas - 0 ponto
20) R. Kubica - Alfa Romeo - 0 ponto
21) N. Mazepin - Haas - 0 ponto

Mundial de Construtores 2021:
1) Mercedes - 397,5 pontos
2) Red Bull - 364,5 pontos
3) McLaren - 234 pontos
4) Ferrari - 216,5 pontos
5) Alpine - 103 pontos
6) Alpha Tauri - 84 pontos
7) Aston Martin - 59 pontos
8) Williams - 23 pontos
9) Alfa Romeo - 7 pontos
10) Haas - 0 ponto



Norris é pole na chuva em Sochi

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Como a meteorologia está errando em quase tudo nesta temporada da Fórmula-1, teve sim o treino de classificação neste sábado em Sochi, na Rússia, décima quinta etapa do Mundial. Não caiu o dilúvio anunciado na sexta-feira. As três partes do treino foram feitas com a pista para pneus intermediários, com exceção das últimas do Q3, quando alguns pilotos colocaram os pneus slicks e arriscaram tudo. Lando Norris se deu melhor e conquistou sua primeira pole position, à frente de Carlos Sainz Jr. e de George Russell. Lewis Hamilton, o quarto, conseguiu o tempo com pneus intermediários, pois quando o heptacampeão foi para colocar os slicks, bateu na mureta interna dos boxes, danificando o bico de sua Mercedes. Na volta à pista, Hamilton não conseguiu se adaptar ao piso molhado, ainda deu uma rodada e “abortou” a volta.
Max Verstappen deu apenas uma volta no Q1 e recolheu sua Red Bull, já que largaria mesmo de último no grid. Charles Leclerc, também com troca de motor, ainda participou do Q2 e guardou sua Ferrari para a corrida, que tem previsão de pista seca.
O GP da Rússia se inicia às 9h (horário do Brasil) com transmissão ao vivo da Band.

Grid de largada:
1 Norris (ING), McLaren, a 1:41:993
2 Sainz Jr. (ESP), Ferrari, a 0:517
3 Russell (ING), Williams, a 0:990
4 Hamilton (ING), Mercedes, a 2:057
5 Ricciardo (AUS), McLaren, a 2:163
6 Alonso (ESP), Alpine, a 2:211
7 Bottas (FIN), Mercedes, 2:717
8 Stroll (CAN), Aston Martin, a 2:963
9 Perez (MEX), Red Bull, a 3:344
10 Ocon (FRA), Alpine, a 3:872

11 Vettel (ALE), Aston Martin
12 Gasly (FRA), AlphaTauri
13 Tsunoda (JAP, AlphaTauri
* 14 Latifi (CAN), Williams – largará em décimo oitavo pois teve troca de motor
* 15 Leclerc (MON), Ferrari – largará em décimo nono pois teve troca de motor

16 Raikkonen (FIN), Alfa Romeo
17 Schumacher (ALE), Haas
18 Giovinazzi (ITA), Alfa Romeo
19 Mazepin (RUS), Haas
* 20 Verstappen, Red Bull, sem tempo – largará em último pois teve troca de motor, além da punição pelo acidente de Monza



Bottas na frente em Sochi

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Em sua pista preferida, Valtteri Bottas foi o mais rápido nesta sexta-feira no circuito de Sochi, na Rússia, nos primeiros treinos livres da décima quinta etapa do Mundial de Fórmula-1. Lewis Hamilton foi o segundo, com um tempo muito parecido, à frente de Pierre Gasly, Lando Norris, Estebam Ocon e Max Verstappen, líder do campeonato (cinco pontos sobre Hamilton), que largará atrás no grid da prova de domingo pois terá troca de motor. Como o holandês já teria de cumprir a punição sofrida por ter sido o culpado pelo choque com Hamilton durante o GP da Itália, há duas semanas, a Red Bull decidiu por trocar o motor do carro 33. Essa estratégia de “fugir” da punição é injusta mas consta no regulamento da FIA, mais uma aberração permitida pela entidade que faz as regras da F-1. Com isso, a “tentativa de homicídio” feita contra o rival Hamilton em Monza fica “por isso mesmo”.
Pelo o que indica o serviço de meteorologia para sábado, dificilmente terá a sessão de classificação. Está prevista a possibilidade de 100% de chuva, com até cinco centímetros de acumulo de água no circuito, segundo a meteorologia. Se isso realmente acontecer, a classificação ficaria para o domingo, antes da prova.

Segundo treino de sexta:
1 Bottas (FIN), Mercedes, 1:33:593
2 Hamilton (ING), Mercedes, a 0:044
3 Gasly (FRA), AlphaTauri, a 0:252
4 Norris (ING), McLaren, a 0:561
5 Occon (FRA), Alpine, a 0:809
6 Verstappen (HOL), Red Bull, a 1:028
7 Sainz Jr. (ESP), Ferrari, a 1:085
8 Alonso (ESP), Alpine, a 1:169
9 Vettel (ALE), Aston Martin, a 1:244
10 Leclerc (MON), Ferrari, a 1:332
11 Perez (MEX), Red Bull, a 1:345
12 Raikkonen (FIN), Alfa Romeo, a 1:459
13 Russell (ING), Williams, a 1:501
14 Giovinazzi (ITA), Alfa Romeo, a 1:585
15 Stroll (CAN), Aston Martin, a 1:741
16 Latifi (CAN), Williams, a 1:818
17 Ricciardo (AUS), McLaren, a 2:037
18 Tsunoda (JAP, AlphaTauri, a 2:361
19 Mazepin (RUS), Haas, a 2:506
20 Schumacher (ALE), Haas, a 2:637



Quem vence na Rússia?

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E aí, amantes dos autinhos, vamos para a décima quinta etapa do Mundial? No GP da Rússia de 2020, Lewis Hamilton foi o pole position, mas o heptacampeão viu o companheiro Valtteri Bottas vencer a corrida (como já tinha ganho na prova de 2017), com Max Verstappen em segundo e Hamilton em terceiro. Aliás, desde 2015 no calendário da Fórmula-1, a corrida russa só teve uma equipe como vencedora, a Mercedes.
No nosso Bolão, pequenas novidades em comparação ao bem disputado em 2020. A principal é que daremos mais importância ao primeiro lugar da corrida, passando de 25 para 30 pontos, justamente para separar mais do segundo colocado e realçar o “quem vence” do título do post. O desafio a cada prova não será mais somente com o Lewis Hamilton, que buscava o recorde de vitórias em 2020, e conseguiu, e o heptacampeonato (também conseguiu), a Ferrari, que chegava no ano passado ao seu milésimo GP e ao Kimi Raikkonen, que buscava o recorde de participação em corridas do Rubens Barrichello (também superou), mas com todos os pilotos, um em cada GP. As apostas devem ser colocadas nos comentários deste post (clicando em "Ler tudo" no fim do post) ou serem enviadas para o meu e-mail (danieldias10259@gmail.com) ou (diasaovolante@diasaovolante.com) até cinco minutos antes do início do treino de classificação. Boa sorte!  

Itens para Sochi:
Pole: sobrenome do piloto – 5 pontos
Vencedor: sobrenome do piloto - 30 pontos
Segundo: sobrenome do piloto – 20 pontos
Terceiro: sobrenome do piloto – 15 pontos
Quarto: sobrenome do piloto – 10 pontos
Quinto: sobrenome do piloto – 5 pontos
Último colocado na corrida, entre os pilotos que completarem a prova: sobrenome do piloto -  15 pontos
Melhor volta da prova: 5 pontos
Desafio (proposto a cada prova): 10 pontos – O Bottas, agora confirmado na Alfa Romeo em 2022, é um sujeito que normalmente se dá bem em Sochi. Então, quero saber em qual posição o finlandês termina na corrida de domingo.
Gabaritar os cinco primeiros colocados da prova: 15 pontos
Acertar os cinco primeiros da prova fora de ordem: 5 pontos

Para acompanhar ao vivo todos os lances na Rússia:
Sexta-feira: primeiro treino livre, 5h30min, segundo treino livre, 9h, ambos pelo BandSports.
Sábado: terceiro treino livre, 6h, pelo BandSports, classificação, 9h, na Band e pelo BandSports.
Domingo: corrida, 9h, na Band.



Ele é O Cara!

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Gosto cada dia mais do Lewis Hamilton. Uma vez, ele disse que gostaria de ter uma vida também fora da Fórmula-1, que gostaria de ser uma celebridade além das pistas, para que sua voz fosse ouvida. Ao que alguém comentou: “Hamilton, você já é uma celebridade!” Nada mais certo... No ano passado, ele comandou a cruzada mundial contra o Racismo, termo, aliás, incorreto. Somos todos da raça humana. A raça é uma só, apenas com cores diferentes, e que, evidentemente, não têm a menor importância ou diferenciação. Na sua cruzada, que a leva até hoje, despertou a conscientização planetária para o assunto.
No último domingo, o Hamilton foi vítima de um ataque cruel, gratuito e desnecessário vindo de alguém que não tem um décimo da sua consciência nem de sua condição como ser humano. O choque proposital sobre o carro de Hamilton em Monza, promovido por Max Verstappen, que ainda deixou o carro tracionado depois do choque, podendo ter arrancado a cabeça de seu companheiro de profissão, foi uma das coisas mais graves já ocorridas nos mais de setenta anos da Fórmula-1. E que a FIA decidiu aplicar a pífia punição de três posições ao piloto holandês.
Nesta segunda-feira, Hamilton colocou um post emocionante em sua conta do Facebook, falando sobre de como ele estava se sentindo. Deixo a tradução com vocês:
“Em dias como hoje, lembro do quanto tenho sorte! Leva um milissegundo para ir de uma corrida a uma situação assustadora! No domingo, alguém estava olhando para baixo, cuidando de mim! Meu pescoço ficou um pouco dolorido à medida em que a adrenalina foi baixando! Foi um golpe na cabeça, então, naturalmente, estou com uma grande dor de cabeça, mas estou bem! O Halo impediu que o acidente fosse muito pior e estou extremamente grato a todos aqueles que trabalham para tornar nossos carros mais seguros! O apoio que recebo de vocês me mantém seguindo em frente e lutando! Sou muito grato a cada um de vocês, vocês são realmente os melhores! E, assim, voltamos a nos levantar!”



Como é que é?

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A FIA é uma gracinha! São velhos senhores esparramados nas finas poltronas da suntuosa sede na Praça de La Concorde, em Paris, comandando as regras e os comissários de pista do automobilismo. Veio da FIA a “grande” punição à McLaren em 2007 por ter roubado segredos do carro da Ferrari daquele ano. Zeraram os pontos da equipe e mantiveram os pontos dos pilotos no campeonato, como se os pilotos não tivessem obtidos os pontos dentro de carros considerados ilegais. Até onde se saiba, os pilotos da McLaren não correram as provas de 2007 a pé.
Neste domingo, após o GP da Itália, no qual Max Verstappen poderia ter matado Lewis Hamilton, a FIA considerou o holandês culpado pelo incidente e lhe aplicaram a “tenebrosa” pena de perda de três posições no grid do GP da Rússia, a próxima etapa da Fórmula-1. Verstappen deveria ter sido no mínimo suspenso por algumas corridas, com perda de pontos no campeonato, afinal, tirou a chance de Hamilton vencer a prova. No futebol, um time não é punido com perda de pontos e consequente rebaixamento de Divisão?
E a FIA foi ainda mais descarada no “julgamento”. Disseram os comissários: “Analisamos as causas da batida, não as consequências”. Como é que é? A quase morte de um piloto não entra no julgamento dos caras? O que salvou o Hamilton foi o Santo Halo. Sem ele, o pneu do Verstappen teria esmagado a cabeça do inglês. Mais: o Verstappen foi ainda mais cruel deixando o carro tracionando em cima do carro do Hamilton. Na Itália, casos assim no automobilismo são passíveis de prisão do culpado.
Toto Wolff, o chefe da Mercedes comparou a atitude do Verstappen a uma falta tática do futebol. “O Max sabia se o Lewis fosse à frente, teria vencido a corrida”, disse Wolff. Enquanto isso, o Christian Horner, chefe da Red Bull e conhecido por só falar besteira, não concordou com a punição das três posições mas que não entraria na Justiça para revertê-la. Confissão de culpa descarada! Sim, porque a Red Bull já trocaria o motor de Verstappen na etapa russa. Com isso, a punição de três posições vira pó.
O Dias ao Volante continuará fazendo a cobertura do Mundial de F-1 deste ano mas sob a condição de “Campeonato Suspeito”. Se Max Verstappen vencer o campeonato – pelo o que parece, a FIA assim já decidiu -, não será legitimado por nós, assim como não legitimamos o primeiro título de Michael Schumacher em 1994, ganho com uma batida de propósito em Damon Hill na Austrália. Para o Dias ao Volante, Schumacher tem seis títulos e não sete.



O Bolão depois de Monza

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Ao lado do Daniel Ricciardo, o André foi o grande vencedor do GP da Itália e diminuiu sua diferença para o líder Gabriel. A Fórmula-1 e o nosso Bolão voltam daqui a duas semanas, com o GP da Rússia, em Sochi. Bom domingo a todos!

Parâmetros utilizados no GP da Itália:
Vencedor da mini corrida e pole da prova de domingo: Bottas
Segundo colocado da mini corrida: Verstappen
Terceiro colocado da mini corrida: Ricciardo
Vencedor do GP da Itália: Ricciardo
Segundo: Norris
Terceiro: Bottas
Quarto: Leclerc
Quinto: Perez
Último colocado na corrida, entre os pilotos que completarem a prova: Schumacher
Melhor volta da prova: Ricciardo
Desafio: 10 pontos – em qual posição o Gasly, vencedor em Monza no ano passado, terminará na corrida (esse é difícil, pois tem até 20 posições em que ele pode chegar), pode ser desistência. Desistência

Itália:
1) André Borges - 25 pontos
1) Ismael Reichert - 25 pontos
1) Gabriel Dias - 25 pontos
1) Natanael Felipe Rhoden - 25 pontos
1) Daniel Dias - 25 pontos
1) Mário Gayer do Amaral (Professor) - 25 pontos
7) Maurício Dias - 15 pontos
7) Luiz Herrera - 15 pontos
7) Mauro - 15 pontos
10) Francisco Cavalin - 0 ponto
10) Daniel Cardoso - 0 ponto
10) Eduardo Saraiva - 0 ponto

Total:
1) Gabriel Dias - 675 pontos
2) André Borges - 635 pontos
3) Natanael Felipe Rhoden - 575 pontos
4) Francisco Cavalin - 555 pontos
4) Luiz Herrera - 555 pontos
6) Mauro - 530 pontos
7) Mário Gayer do Amaral (Professor) - 500 pontos
8) Ismael Reicher - 430 pontos
9) Pedro Henrique - 420 pontos
10) Maurício Dias - 400 pontos
11) Daniel Dias - 383 pontos
12) Daniel Cardoso - 330 pontos
13) Eduardo Saraiva - 265 pontos
14) Marcelo Pereira - 165 pontos



Ricciardo vence. Max é criminoso!

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Vamos por partes, porque o que o Max Verstappen fez contra o Lewis Hamilton no GP da Itália neste domingo é muito sério:
Daniel Ricciardo venceu em Monza, completando uma dobradinha espetacular da McLaren, não ocorrida desde 2010. E a última conquista da tradicionalíssima equipe inglesa tinha sido em 2011. Valtteri Bottas, largando da última posição, pois teve troca de motor, fez uma corrida boa, terminando em terceiro. Não foi mais que ‘boa’ porque o finlandês da Mercedes comete muitos erros. Se não tivesse cometido, teria vencido a décima quarta etapa da temporada da Fórmula-1. Por isso, os grandes nomes do GP da Itália foram mesmo Ricciardo e o ótimo menino Lando Norris. Sua cara de guri na entrevista de depois da prova diz tudo.
Mas passemos a falar de um acontecimento digno de investigação policial. Hamilton, que largou com pneus duros para tentar recuperar as posições de um mau lugar no grid (quarto), parou mais tarde para trocar os pneus. Na volta à pista, saiu à frente de Verstappen, o suspeito da tentativa de homicídio. O heptacampeão permaneceu à frente e assim fez a tomada da primeira chicane de Monza. Verstappen, o “impunível” neste ano, partiu então para cima da Mercedes, subiu na roda esquerda dianteira do carro do rival e caiu com o grande pneu direito traseiro sobre a cabeça de Hamilton, que não morreu porque existe o “anjo da guarda” chamado de Halo, aquela coisa feiosa sobre o cockpit que se tornou a maior peça de segurança já inventada na F-1.
Agora, se o Verstappen, um cara que tem o instinto assassino – esse instinto pode estar adormecido, mas sempre pode voltar à ação, como neste domingo -, não tomar uma punição severa, o campeonato estará manchado e sob suspeito para sempre. Todas as vezes em que esse holandês não tomou uma punição este ano serviram para criar o monstro, que sempre existiu. Se o grave incidente deste domingo não tiver consequências contra o piloto da Red Bull, estarão apenas alimentando mais o monstro, pois aí ele saberá que pode fazer de tudo contra o Hamilton. Por outro lado, o estrago já foi feito, pois com a manobra, o Verstappen tirou uma vitória garantida de Hamilton. A condição técnica de pilotagem e a grande habilidade ao volante de Verstappen não estão em discussão aqui. O fato é que tem coisa maior e mais séria envolvendo esse piloto.
Lamentáveis também as manifestações do narrador da Band Sérgio Maurício e do sempre parcial comentarista Felipe Giaffone. Esses dois consideraram o choque de Verstappen e Hamilton como uma “coisa normal de corrida”. Ainda bem que na transmissão tem um sujeito chamado Reginaldo Leme. O decano das transmissões da F-1 para o Brasil disse o que aconteceu: “o Verstappen tem de ser punido”. Aliás, só o Reginaldo e a Mariana Becker se salvam nessa emissora. Após a transmissão do GP da Itália, os apresentadores Elia Júnior e Glenda Kozlowski passaram a se “divertirem” no ar com o incidente de Verstappen e Hamilton, sugerindo inclusive que a culpa seria do piloto inglês.
Não tenho sangue de barata para aguentar esse tipo de coisa!

Resultado Final:
1) D. Ricciardo - McLaren - 1h21min54s365
2) L. Norris - McLaren - a 1s747
3) V. Bottas - Mercedes - a 4s921

4) C. Leclerc - Ferrari - a 7s309
5) S. Perez - Red Bull - a 8s723
6) C. Sainz Jr - Ferrari - a 10s535
7) L. Stroll - Aston Martin - a 15s804
8) F. Alonso - Alpine - a 17s201
9) G. Russell - Williams - a 19s742
10) E. Ocon - Alpine - a 20s868

11) N. Latifi - Williams - a 23s743
12) S. Vettel - Aston Martin - a 24s621
13) A. Giovinazzi - Alfa Romeo - a 27s216
14) R. Kubica - Alfa Romeo - a 29s769
15) M. Schumacher - Haas - a 51s088

16) N. Mazepin - Haas - não completou
17) L. Hamilton - Mercedes - não completou
18) M. Verstappen - Red Bull - não completou
19) P. Gasly - Alpha Tauri - não completou
20) Y. Tsunoda - Alpha Tauri - não largou

Melhor Volta - D. Ricciardo - McLaren - 1min24s812

Mundial de Pilotos 2021:
1) M. Verstappen - Red Bull - 226,5 pontos
2) L. Hamilton - Mercedes - 221,5 pontos
3) V. Bottas - Mercedes - 141 pontos
4) L. Norris - McLaren - 132 pontos
5) S. Perez - Red Bull - 118 pontos
6) C. Leclerc - Ferrari - 104 pontos
7) C. Sainz Jr - Ferrari - 97,5 pontos
8) D. Ricciardo - McLaren - 83 pontos
9) P. Gasly - Alpha Tauri - 66 pontos
10) F. Alonso - Alpine - 50 pontos
11) E. Ocon - Alpine - 45 pontos
12) S. Vettel - Aston Martin - 35 pontos
13) L. Stroll - Aston Martin - 24 pontos
14) Y. Tsunoda - Alpha Tauri - 18 pontos
15) G. Russell - Williams - 15 pontos
16) N. Latifi - Williams - 7 pontos
17) K. Raikkonen - Alfa Romeo - 2 pontos
18) A. Giovinazzi - Alfa Romeo - 1 ponto
19) M. Schumacher - Haas - 0 ponto
20) R. Kubica - Alfa Romeo - 0 ponto
21) N. Mazepin - Haas - 0 ponto

Mundial de Construtores 2021:
1) Mercedes - 362,5 pontos
2) Red Bull - 344,5 pontos
3) McLaren - 215 pontos
4) Ferrari - 201,5 pontos
5) Alpine - 95 pontos
6) Alpha Tauri - 84 pontos
7) Aston Martin - 59 pontos
8) Williams - 22 pontos
9) Alfa Romeo - 3 pontos
10) Haas - 0 ponto



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