Brawn, lições e estratégias - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Brawn, lições e estratégias

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Publicado por em F-1 ·



O inglês Ross Brawn, 61 anos, lançará agora em novembro, em conjunto com Adam Parr, ex-Williams, o livro Competição Total, Lições e Estratégias na Fórmula-1. Buenas, pela bagagem do cara, o livro já é um sucesso. Ross esteve diretamente ligado aos sete títulos de Michael Schumacher, dois na Benetton e cinco na Ferrari, sempre como diretor-técnico e estrategista em corridas.
Brawn é maior responsável pela maioria das 91 vitórias do piloto alemão. Como todos lembram – pelo menos, os que querem lembrar -, Schumacher chegou na frente muitas vezes pelas estratégias de prova promovidas pelo amigo Ross. Para arrematar a excelência do cara, pegou as tralhas de uma equipe de m..., a Honda, no início de 2009, herdando também os pilotos Jenson Button e Rubens Barrichello, e fundou a Brawn, vencendo o campeonato daquele ano com o... inglês, claro...
Ainda no final de 2009, Ross vendeu sua equipe à Mercedes. E aí começam outros capítulos muito interessantes do livro do inglês. Brawn revela todos os detalhes de sua saída da equipe que passaria a dominar a F-1 em 2014 com Lewis Hamilton. Para Ross, "era impossível continuar em um lugar em que não confiava nas pessoas".
A frase é apontada diretamente para Toto Wolff, vindo da Williams, e o tricampeão Niki Lauda. Para mim, nenhuma novidade nas revelações do Ross. Enquanto Wolff é um exemplo de dissimulação, Lauda é uma lenda ao volante, um dos maiores pilotos da história, mas uma patrola como dirigente.
- Aquela gente pensava uma coisa e sua boca dizia outra. Não consigo conviver com isso. E nem preciso – diz o engenheiro inglês no livro.



3 comentários
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Daniel Dias
2016-11-20 19:52:52
É isto aí, campeões. Geração 6.1 é boa de motor, hein! Quanto a ter um bom piloto para uma estratégia vingar, é óbvio. E é aí que mora a diferença entre os pilotos. O Schumacher era mestre em ser rápido correndo sozinho na pista.
Maurício Dias
2016-11-20 19:52:07
Ross Brawn, grande mestre, meu contemporâneo, 61 anos, essa geração é muito boa kkk !
Natanael Felipe Rhoden
2016-11-20 19:51:28
Claro que a estratégia era importante, mas para a estratégia funcionar tinha que ter um piloto capaz de fazê-la funcionar. Schumacher era o cara que fazia a diferença, pois executava com maestria o que Brawn determinava, ao menos nos tempos de Ferrari, pois na Benetton, não posso dar o mesmo crédito, já que em 94 se sabe que era o carro mais Dick Vigarista. Brawn também venceu como dono de equipe, aliás a equipe com 100% de aproveitamento, 1 temporada e o título de pilotos e acredito que os construtores também. Falando em vencer com o Button o campeonato, me lembro até hj do GP Espanha 2009 em que a equipe falava pro Rubens que pelo simulador (ritmo de corrida) seria derrotado na prova. Não deu outra. O piloto tinha que fazer a estratégia funcionar o que nem sempre Rubinho conseguia.

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