Volta ao passado com pé no futuro - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Volta ao passado com pé no futuro

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Publicado por em F-1 ·




Com toda a justiça, já que a Fórmula-1 atualmente pertence à norte-americana Liberty, os novos carros e a nova F-1 para 2021 foram revelados nesta quinta-feira no Circuito das Américas, no Texas, palco no domingo do GP dos Estados Unidos e do hexacampeonato de Lewis Hamilton. Com o objetivo de tornar as corridas menos previsíveis, mais espetaculares e diminuir a diferença das equipes grandes para as demais, as regras da categoria e os carros mudarão para melhor. Pena que não seja já para o próximo ano, mas simplesmente não daria tempo para fazer os carros de 2020 com as novas especificações, já que os bólidos da próxima temporada já estão sendo projetados e desenvolvidos.
Vamos lá?

1 Carros mais bonitos:
A temporada de 2017 marcou um passo significativo na Era turbo-híbrida. Embora o desenho dos carros tenha evoluído em 2018 e 2019, serão aprimorados, mais bonitos e mais simples em 2021, com a asa dianteira mais dinâmica, o aerofólio traseiro mais robusto, terão menos ação da aerodinâmica para não causar turbulência ou ar sujo no carro de trás e pneus de perfil baixo em rodas de 18 polegadas. Teremos carros mais diferentes entre as equipes. Atualmente, todos têm basicamente o mesmo desenho.

2 Corridas mais disputadas:
Atualmente, um carro pode perder até a metade de sua força descendente estando colado no carro da frente. Um dos principais objetivos dos regulamentos de 2021 é permitir provas mais próximas. Com o novo desenho dos carros, o de trás perderá no máximo 15% de sua pressão aerodinâmica e estabilidade quando estiver atrás de outro, ajudando nas ultrapassagens e podendo entrar colado na traseira de um outro nas curvas.

3 Mais equipes com chances de pódio:
Do GP da Austrália de 2016 ao GP do México de uma semana atrás, das 240 vagas de pódio, apenas seis foram ocupadas por pilotos fora da Mercedes, da Ferrari e da Red Bull. Com as novas regras, a Liberty quer dar mais chances para todos.

4 Habilidade do piloto:
Não foi dito nesta quinta-feira se a asa aberta, o DRS, continuará em 2021. Por merecimento, não deve continuar, porque com os carros podendo estar mais próximos dos da frente, a vantagem do carro de trás seria muito grande com o DRS. Com o novo regulamento, voltará a sensação dos tempos de kart para os pilotos. Isso significa que a habilidade do piloto estará acima da tecnologia a partir de 2021.

5 Teste aerodinâmico mais rigoroso:
Com o tempo no túnel de vento mais reduzido a partir de 2021, será mais difícil para uma equipe simplesmente desenvolver o carro “em casa”, aumentando a importância dos treinos livres de cada GP, especialmente o primeiro e o segundo treino livre.

6 Novos pacotes de mudanças:
Se uma equipe levar algum pacote com mudanças para um GP, terá de usá-lo em todo o fim de semana, incluindo a corrida, ou usá-lo apenas nos dois primeiros treinos livres e avisar à direção de prova de que tirará o pacote para o treino de classificação e para a corrida.

7 Limite de orçamento:
A partir de 2021, passa a haver o limite de orçamento de US$ 175 milhões (quase R$ 705 milhões) por ano para cada equipe (não incluindo gastos de marketing e salário de pilotos, diretores e demais empregados de cada time) para um calendário de 21 etapas. No entanto, a Liberty pretende aumentar o calendário para 25 provas por ano, o que acrescentaria um segundo GP dos EUA, possivelmente em Miami e um aumento no limite de gastos.

8 Fim de semana de GP mais curto:
Para aliviar a pressão sobre as equipes, as entrevistas coletivas de quinta-feira serão remarcadas para o intervalo do primeiro para o segundo treino livre de sexta-feira.

9 Maior foco nos jovens talentos:
A partir de 2021, todas as equipes do grid terão de usar um piloto jovem em pelo menos dois treinos livres de cada GP, permitindo que pelo 20 pilotos possam andar em um F-1 no fim de semana de GP. Em 2019, apenas Nicholas Latifi, na Williams, e Naoki Yamamoto, na Toro Rosso, puderam testar até o momento.

10 Motores:
A F-1 e a FIA consideram que o atual motor turbo-híbrido é o ideal em termos de eficiência energética e modernismo e continuarão a partir de 2021, provavelmente, com simplificação de alguns elementos. A Liberty salienta ainda que a F-1 deve sempre continuar como o principal laboratório da indústria automotiva mundial.
- A F-1 deve manter sempre seu DNA de maior competição a motor do mundo. Apenas queremos que ela seja mais disputada e mais próxima da imensa legião de fãs que ela conquistou em quase 70 anos – disse Chase Carey, chefão da Liberty, em Austin.



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