Conheça o incrível Marko! - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Conheça o incrível Marko!

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

Domingo tem o GP da Áustria. E não são poucas pessoas bem representativas no automobilismo vindas deste país, como Niki Lauda, o mais ilustre, Jochen Rindt, o único campeão post-mortem da F-1, Gerhard Berger, o maior amigo de Ayrton Senna na F-1, Toto Wolf, chefão da equipe Mercedes nos dias de hoje, ao lado do Lauda, e Helmut Marko, de 74 anos, ex-piloto e atual braço direito do dono da riquíssima Red Bull, a equipe e, principalmente, a famosa bebida energética inventada por Dietrich Mateschitz, o real chefe de Marko.
Além de ser consultor das equipes Red Bull e Toro Rosso, manager da Escola de Talentos da Red Bull, Marko é um descobridor de talentos, um deles, o tetracampeão Sebastian Vettel. Não se precisa dizer mais nada, não é? O velho dirigente austríaco tornou-se também amigo do piloto alemão, a quem defende incondicionalmente até hoje, mesmo Vettel não estando mais na Red Bull, pela qual conquistou seus quatro títulos mundiais. Na semana passada, Marko foi a única pessoa, incluindo os membros da Ferrari, que defendeu Vettel no choque proposital que o alemãozinho deu em Lewis Hamilton no Azerbaijão.
Marko era uma grande promessa da década de 70 entre os pilotos. Infelizmente, após sua 10 corrida, com apenas 29 anos, teve a carreira abreviada por uma pedra arremessada pela Lotus de Emerson Fittipaldi no GP da França. A pedra furou a viseira de Marko e vazou seu olho esquerdo.
Obrigado a interromper a carreira, Marko concluiu a faculdade de Direito e foi ser advogado. Porém, não durou muito tempo e o ainda jovem advogado cruzou o caminho com o hoje amigo Mateschitz, que o convidou para ser seu braço direito nas pistas.
A seguir, um resumo sobre a trajetória de Marko feito pelo site oficial da F-1:
"Hoje, Helmut Marko está sempre presente no paddock da F-1. Um homem com uma reputação bem merecida para identificar, nutrir e promover alguns dos melhores pilotos do circo, como Sebastian Vettel, Daniel Ricciardo e Max Verstappen. Falamos com Marko antes de sua corrida em casa para lembrar de sua carreira, desconhecida para muitos. Voltamos a Nürburgring, com Marko em sua primeira experiência com a F-1, Alemanha, em 61.
- Helmut, você era um bom amigo de Jochen Rindt. Vocês cresceram juntos, tiveram algumas de suas primeiras experiências ao volante de um carro juntos e assistam corridas juntos. Foi isto?
Helmut Marko: Sim, foi assim. E realmente foi! (Risos) A primeira corrida que vimos foi em Nürburgring em 61. Estacionamos no bosque e dormimos no carro. Acordamos na manhã seguinte com o barulho dos carros da F-1. Jochen imediatamente disse: "Isso é para mim, é isso que eu quero fazer!" Estávamos sentados devotadamente na grama, ouvindo o som dos carros e, depois de algumas voltas, podíamos dizer se era uma Ferrari passando ou uma Matra ou um carro com Cosworth. Eu tinha 18 anos e Jochen, 19.
- Sem o Jochen, você não teria começado a correr?
HM: Jochen me infectou com o vírus da corrida. Estávamos sempre interessados ​​em correr. Então o Jochen foi para a Inglaterra e conseguiu entrar para o automobilismo. Então, pensei: 'Se ele pode fazê-lo, eu também posso! Por que não?' Mas eu e todos os pilotos austríacos que o seguiram devem ser muito agradecidos, pois sem ele, nenhum de nós teria entrado no esporte. Ele abriu o caminho.
- Como foi sua entrada nas corridas, talvez não tão rápida quanto a do Max Verstappen?
HM: Para ser sincero, não consigo lembrar. Tudo o que eu lembro foi que já ganhava dinheiro no meu primeiro ano de corrida profissionalmente. O fato é que estava correndo em tudo o que aparecia pela frente, protótipos e carros de Fórmula-2. O que lembro sobre a Fórmula-V foi que comecei em Mônaco em 67 e que ganhei a corrida. Minha primeira corrida de F-1 foi em 71.
- Seu objetivo desde o início era chegar à F-1?
HM: Sim. Se você começar uma carreira profissional de corrida, é o objetivo natural. Especialmente quando vi o quão alto era o nível da F-1. Você simplesmente queria ser um deles.
- Quando houve o incidente no GP da França de 72, você soube imediatamente que era grave?
MH: Não. Mas senti que era muito dolorido. Naquele momento, estava em quinto ou sexto e era uma parte em subida da pista. Então, sabia que isso poderia se transformar em um inferno. Para mim e para aqueles que estavam atrás de mim. O que aconteceu depois, não tenho lembrança, mas foi-me dito que levantei meu braço e consegui estacionar o carro no lado da pista. E em seguida, desmaiei.
- O que você lembra dos seus companheiros de F-1?
HM: No meu primeiro ano, foi o Jo Siffert, que morreu em Brands Hatch em 71. Depois, foi o Howden Ganley, um piloto sueco cujo nome não consigo lembrar (Reine Wisell), e às vezes um cara inglês, o Peter Gethin, que se divertia muito. Dos quatro, Howden e eu ainda estamos vivos.
- Você já pensou sobre o que teria conseguido na F1 se não fosse por sua lesão? Alguns acreditavam que você era tão bom - se não melhor - do que o Niki Lauda.
HM:  Não tenho um problema com isso. O Niki conseguiu meu lugar na BRM. O Niki conseguiu o contrato com a Ferrari que originalmente seria meu, mas não tenho inveja. Ainda temos um bom relacionamento. Eu sempre penso: 'Uau, na verdade, isso poderia ter sido comigo!' Mas, não, não sou um sonhador. Na verdade, fui eu quem apresentou o Niki para o Sr. Enzo Ferrari.



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