Mudanças esperadas em Baku - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Mudanças esperadas em Baku

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Publicado por em F-1 ·




O primeiro dia de treinos livres no circuito urbano de Baku, no Azerbaijão, teve os problemas comuns e esperados para uma nova pista, quee foi aprovada pelos pilotos, equipes e FIA. Em termos. As zebras das curvas 6 e12 estavam meio soltas e foram responsáveis por furos nos pneus de vários carros.
A pedido da FIA, a organização da prova removerá essas zebras à noite e pintará faixas de limite da pista no seu lugar. Nada alarmante. Os pilotos também reclamaram da entrada dos boxes. Pelas ondulações da grande reta de dois quilômetros de extensão, eles dizem que enxergam a faixa branca pintada no asfalto que sinaliza a entrada dos boxes em um último momento.
Também será pintada à noite uma faixa mais longa. De qualquer jeito, os pilotos não poderão "esconder" uma parada surpresa na corrida. Se desejarem entrar nos boxes, terão de diminuir a velocidade bem antes da entrada.
Como se esperava, o circuito de Baku é de alta velocidade, pelas grandes retas, e perigosíssimo, pela pista muito estreita. Mas não pela parte que passa pela zona medieval da cidade, especialmente pelo famoso castelinho junto ao asfalto. Aí, os carros passam em baixa velocidade. No entanto, se um bate, o treino ou a corrida terá de ser paralisada, pois não passa mais ninguém. O circuito é perigoso justamente por ser de alta velocidade e muito estreito. Na maior parte, é um Corredor Polonês.
Ah, antes que eu me alongue muito, e já me alongando, o Lewis Hamilton foi o mais rápido dos dois treinos desta sexta-feira, botando um caminhão sobre o companheiro Nico Rosberg. Também como já era esperado. Além de estar em ótima fase, de novo, o inglês se adapta bem às novas pistas. Rosberg teve um problema no turbo no final do segundo treino e foi obrigado pela equipe a encostar o carro em uma "área de escape" do traçado.
O circuito de Baku privilegia motor. E nisso estão bem as equipes que correm com o Mercedes. Sergio Perez, da Force India, terminou o dia em terceiro, Valtteri Bottas, da Williams, em quarto, e Nico Hulkenberg, da Force India, em quinto. Todos de Mercedão AMG. Carlos Sainz Jr., da Toro Rosso, com motor Ferrari, foi o mais rápido do resto da turma. As Ferrari de Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen ainda não se acharam em Baku. Felipe Massa, da Williams, reclamou da falta de aderência dos pneus – como se a falta de aderência da nova pista existisse só para o brasileiro – e completou longe de seu companheiro Bottas. Daniel Ricciardo, da Red Bull, foi um dos que bateram, mas nada sério.
Voltemos ao circuito: senti falta da proximidade da torcida. Nas tomadas de câmeras da TV, as pessoas pouco aparecem. O traçado é longo e só se vê prédio nas cercanias da pista. E a arquitetura de Baku não tem a beleza das construções de Monte Carlo. Os treinos mostraram um festival de saída de pista dos carros, normal em um circuito de rua e ainda mais normal quando os caras estão conhecendo o traçado e buscando seus limites.
Graças a isso, pudemos ver novamente que os carros de F-1 têm a marcha a ré, algo tão prosaico nos dias de hoje na principal categoria do automobilismo. Também pudemos ver o show de cavalinhos de pau nas zonas de escape da pista urbana.
No mais, gostei do circuito de Baku, da oitava etapa do Mundial, o GP da Europa, neste domingo, a partir das 10h pelo nosso horário.
E vocês?



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