Bons ventos para a Red Bull - Blog da Fórmula-1 de Daniel Dias - Dias ao Volante

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Bons ventos para a Red Bull

Dias ao Volante
Publicado por em F-1 ·

Falando para o site oficial da Fórmula-1, o austríaco Helmut Marko, comandante e consultor da Red Bull, revelou o otimismo da equipe dos energéticos para a próxima temporada. Considerando o ano de 2016 como "bastante razoável", com a ascensão de Max Verstappen, a confirmação de Daniel Ricciardo, duas vitórias e o segundo lugar no Mundial de Construtores, Marko olha para o futuro com sorriso no rosto.
Para o ex-piloto, responsável pelas duas equipes da Red Bull na F-1, a própria Red Bull e a Toro Rosso, e braço direito do multimilionário Dietrich Mateschitz, o criador e dono da empresa dos energéticos austríacos, a escuderia entra para a próxima temporada com a "aura vencedora". O otimismo de Marko encontra explicação em especial pela mudança de regulamento técnico nos carros e a volta dos pneus mais largos.
Por que?
Fácil! A Red Bull tem o engenheiro aeroespacial Adrian Newey (foto), o gênio da aerodinâmica, como projetista. Esse quesito será de vital importância a partir de 2017. Quem acompanha a F-1, é bom não ir muito atrás de algumas bobagens que estão sendo ditas por aí a respeito dos novos carros, principalmente as vindas da boca do Lito Cavalcanti, comentarista do Sportv.
Os carros serão mais rápidos e terão mais aderência mecânica. Quando souberam desses detalhes, alguns alvoroçados saíram a gritar que essa aderência mecânica acabaria por neutralizar a força aerodinâmica. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Mais: uma completa a outra.
Os novos carros, sim, serão mais difíceis de serem pilotados e projetados. Mas isso é problema dos pilotos e dos projetistas, que logo se adaptam ao novo panorama. A F-1 voltaria, enfim, a ser quase perfeita se os caras fizessem voltar os motores aspirados. Mas, paciência!
Em 2016, a Red Bull conseguiu encarar a poderosa Mercedes em alguns circuitos porque tinha um carro melhor, com a aerodinâmica nascida da cabeça de Newey. Eu sempre disse que este modelo da Mercedes não tem nada de mais em termos de inovações tecnológicas e de construção. O que a barata de Lewis Hamilton e Nico Rosberg tem é motor, ou unidade de potência, como queiram.
Desenvolvido pela AMG, divisão esportiva da Mercedes e vanguardista em propulsão híbrida, o motor é um canhão. Em 2017, a importância desse torpedo será reduzida. Não neutralizada, mas reduzida. E é aí que a tetracampeã de 2010 a 2013, com Sebastian Vettel, se credencia para voltar a comandar a F-1.



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